Borboleteando.
Quem não gostaria de ser uma borboleta?
Que criaturas fantásticas são as borboletas! Vivas, intensas, pedacinhos esvoaçantes de felicidade em aquarela. Voam e avoam juntas protagonizando bailes de singular beleza, pra lá, pra cá, pra lá. Sempre com seus pares e suas vidas coloridas e aquela leveza de pluma, aliás, leveza de borboleta. Borboleta, que palavra! Graciosa, leve, que com um soprinho de nada bate as asas azul ciano, vermelho sangue, amarelo ouro. Que criaturas fantásticas são as borboletas! Dotadas de um destino mutável, há algo verdadeiramente mágico na transformação de uma lagarta. Fecham-se em crisálida, fecham-se para o mundo e de repente, como aparições, abrem suas asas majestosas e delicadas, como verdadeiras fadas.
E o que dizer das mariposas? Ah, sim, aquela prima feia das borboletas. Sem cor, sem nada. Provocadoras de arrepios e repulsa, nada mais são do que ex-lagartas. Pobres mariposas, tão injustiçadas. E ainda batizadas com crueldade: Mariposa. Porque não um nome tão gracioso como borboleta? Mariposas são o que são. Borboletas. É, isso mesmo. Mariposas são as fadas da noite, as bruxas. Vestem seu pretinho básico e saem por aí em busca de luz. Não colorem o dia porque não precisam de cor, vivem em destaque nas luzes das cidades. Andam só, mas quem não anda só? Mariposas são as borboletas rebeldes, elas não são pra casar. Se fosse uma mulher, a mariposa seria daquelas que coloca um salto agulha, um batom vermelho e voa. Voa pra onde quer, voa como quer.
Você pode querer ser uma Borboleta, não te culpo. Borboletas são belíssimas. Mas eu? Eu sou mesmo é Mariposa.
EU NAO GOSTARIA DE SER UMA BORBOLETA SALLÉ