Página Um.
A minha primeira página é sua. É sua porque se não fosse sua, não ia ser de mais ninguém. Se a minha vida fosse um livro você seria aqueles capítulos do meio pro fim, aqueles capítulos que fascinam quem os lê, que os prende. Se minha vida fosse um livro você seria um daqueles personagens incríveis, não o mocinho que salva aquela mocinha songa-monga que só chora e grita a história toda. Não, você seria aquele personagem arrebatador, que cosquista a mocinha songa-monga com um olhar cafageste e uma dose de conhaque. Se minha vida fosse um livro no estilo faroeste, você certamente seria aquele personagem que rouba o banco e ainda sequestra a mulher do dono do Saloon, agarrando ela pela cintura e colocando-a em cima do lombo do cavalo. E se fosse um livro no estilo Agatha Christie, você seria a velhinha dona da floricultura – que assassina a galera a tesouradas – mas de tão meiga, está sempre acima de qualquer suspeita. Se minha vida fosse um livro dramalhão, com certeza você seria o motivo de todo o drama: o amante, a herança milionária, a mãe que não é mãe de verdade e faz a bombástica revelação no leito de morte. Se minha minha vida fosse um livro de amor piegas, você seria a tarde na praia deserta com o pôr do sol.
Não é que toda a minha vida se resuma a você, mas é que sempre vai haver mais um espaço nela, com um capítulo dedicado só a você. A você que me surpreende, que me prende, e que me faz perguntar todos os dias como é que eu podia saber o que era felicidade antes de ter você na minha vida?
Que a nossa hitória continue sendo escrita, que chegue ao milésimo capítulo, e que nunca pare de nos surpreender. Te amo. Muito. Fim.

Puta que pariu… nunca vi uma declaração de amor tão sincera e tão bonita, sem cair no clichê.
Se esse maluco deixasse de ser tão cabeça dura e olhasse pra isso as coisas seriam mais agradaveis né?!
É por essas e outras que adoro você moça. Mas não espalha…
Beeeeeeeeeeeeijão!
Ah… o final do texto me lembrou aquela música do Paulinho Moska: “Vamos começar colocando um ponto final, pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim.”
Beeeeeijo! Não some, inseta!